@Title: Dinheiro Vivo

@File: pnatbu02

@Participants: PAU, Paulo (man, x, x, journalist, anchor, x), TER, Teresa (woman, x, x, x, reporter, x), ABC, interviewed (man, x, x, x, interviewed, x), TRW, worker (woman, x, x, x, interviewed, x), TRM, worker (man, x, x, x, interviewed, x), VIC, Víctor (man, x, x, x, interviewed, x), JOS, José (man, x, x, x, interviewed, x), BCD, interviewed (man, x, x, x, interviewed, x), FER, Ferraz (man, x, x, x, interviewed, x), CAS, Castro (man, x, 3, president of IPMEI, interviewed, x)

@Date: 28/11/1998

@Place: RTP2 studio/ Lisbon

@Situation:

@Topic: presence of international companies in Portugal

@Source: RTP2/Lisbon

@Class: formal, media, business

@Length: 10'16''

@Words: 1.743

@Acoustic_quality: A

@Transcriber: Tiago Freitas/Celeste Ramilo

@Revisor: Raquel Amaro

@Comments: TER is reading; PAU reads the content of his first seven interventions.

 

 

*PAU: olá bem-vindos ao dinheiro vivo / eu sou o Paulo Fidalgo // hoje vamos falar de investimento estrangeiro e desemprego // como é habitual / temos também reportagens sobre vários negócios // tome nota //

*TER: samsung vai-se embora e deixa setecentos e quarenta desempregados // siemens e nestlé também desinvestem // conheça as razões desta fuga de multinacionais // criadores de porcos arruinados / mesmo com o consumo a subir // pequenas explorações são quem mais sofre com a concorrência espanhola // é pequeno e anda pouco / mas é português // microcarro envagus / já circula na Europa // bolsa dinheiro vivo continua a testar os investidores // contas certas / já a seguir //

*PAU: esta semana tornaram-se definitivas as notícias sobre o encerramento da fábrica da samsung na Maia // setecentos e quarenta desempregados / é o que fica após mais de vinte anos de presença industrial desta empresa em Portugal // mas a samsung não é infelizmente caso único // a siemens e a nestlé / também já fizeram saber que se vão desfazer das suas fábricas no nosso país // este movimento de transferência de fábricas tinha começado já com a renault / mas pode não ficar por aqui // a renault foi a primeira multinacional a ir-se embora // nem as ajudas a fundo perdido / nem os privilégios fiscais de que beneficiou ao longo de anos / foram suficientes para manter as fábricas em Portugal // os países do leste europeu oferecem operários tão bem treinados como os portugueses / e com salários mais baixos // além disso / o leste oferece também novos mercados à marca francesa // mais vastos do que o mercado português // e uma fábrica local tem vantagens na captação de clientes // a saída da renault foi o primeiro sinal das novas estratégias de localização industrial / seguidas pelas multinacionais //

*ABC: há / claramente / nalgumas indústrias a / a necessidade de / &eh / conseguir obter grandes economias de escala // o mercado português / &eh / não há dúvida que é um mercado de pequenas dimensões // depende de indústria para indústria / e de mercado para mercado / mas é um mercado de pequenas dimensões // por si só / não justifica / nomeadamente / para aquelas indústrias em que há economias de escala e que o volume é importante / o / o / o mercado português não justifica por si só / a instalação / &ah / de / de / de / eventualmente de um / de um / dum centro de produção // e portanto / essa deslocalização por vezes não é por questões de / &ah / falta de produtividade da mão-de-obra / ou por falta de produtividade em termos tecnológicos / ou / ou um outro aspecto / mas sim por uma tentativa de conseguir economias de escala //